sábado, 12 de novembro de 2011

Armas de haste

Poucos tópicos no AD&D criaram tanta confusão quanto as armas de haste (polearms, em inglês). Muitas delas não traziam nenhuma descrição além do nome e as edições originais também não traziam desenhos das mesmas (isso seria retificado posteriormente na edição revisada do AD&D e no suplemento DMGR 3 - Arms & Equipment Guide). Para aumentar ainda mais a confusão, a lista trazia lado a lado armas de haste de diversos períodos da História, da Antigüidade à "Renascença".

Visando elucidar um pouco a confusão, resolvi ilustrar as armas de haste mais comuns da Alta Idade Média e contar um pouco sobre seu uso e função. Tenham em mente, porém, que esse artigo não é perfeito - há discrepâncias mesmo entre os historiadores militares sobre os nomes e formatos de muitas dessas armas. Essa postagem é apenas um "guia básico" para RPG, nada mais.

Archa (glaive)


Uma das armas de haste mais simples, a archa consiste de uma lâmina afiada afixada na extremidade de uma haste de madeira, e surgiu da necessidade de se criar uma arma de manufatura simples e fácil de empunhar, que pudesse ser utilizada por soldados camponeses sem treinamento. Foi utilizada até meados do século XVI na Europa.


Bisarma (guisarme)


A bisarma, em suas muitas variações, foi amplamente utilizada no Império Romano do Oriente e na Europa Ocidental como arma de infantaria dos séculos XI-XIV.


Pique (awl pike)


Esta arma consiste de uma lâmina afixada na ponta de uma haste de 3m-4,50m de comprimento. Embora seja semelhante a uma lança, ela não é eficaz como arma de mão nem pode ser arremessada; seu uso primário é em formações anti-cavalaria.


Serpete (Billhook)

O serpete surgiu da adaptação de um instrumento agrícola homônimo empregado na colheita da uva. Era utilizado principalmente por soldados de infantaria para combater oponentes montados, e embora apresentasse inúmeras variaçoes, a ponta curva e saliente era sua maior característica. Foi utilizado na Irlanda e Grã-Bretanha até o final do século XVIII, mas caiu em desuso no continente europeu desde o século XVI, sendo então substituído pela alabarda.




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